terça-feira, 6 de julho de 2010

Aula Você é o Professor

Esta é minha primeira mensagem no blog.
Este blog será um espaço ´para publicação de meus trabalhos na Disciplina Fundamentos da Arte - UAB/UnB


UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA UNB/UAB
CURSO: LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
DISCIPLINA: FUNDAMENTOS DA ARTES EM EDUCAÇÃO
PLANO DE AULA
GRUPO 2
Participantes: Rosimar Garcia Maria da Glória e Leci : Juntas somos responsáveis pela elaboração do plano de aula , coleta de dados, digitação do plano, envio de tarefa e refletir junto aos colegas de curso no fórum.




FUNDAMENTOS DA ARTE EM EDUCAÇÃO


1.TEMA: A Dança como Manifestação Coletiva


Segundo MARQUES (1997 p.20): “No Brasil, tenho notado nos últimos anos a preocupação de nossos educadores e legisladores em pelo menos mencionar a dança em seus trabalhos e programas”.A partir deste fato é possível localizar a presença da dança nos PCNs, nas DCE e nos Critérios para Planejamento das Escolas da Rede Municipal Estadual eParticular de Ensino.
Não só teoricamente, mas também na pratica a dança deveria estar presente não só nas aulas de Educação Física, mas em nas aulas de Artes.
Contudo, na apresentação da dança no caderno de Artes dos PCNs esta tem suas especificidades, avançando na definição do que é dança e iniciando uma tentativa de justificar sua presença na escola. “A arte da dança faz parte das culturas humanas e sempre integrou o trabalho, as religiões e as atividades de lazer. Os povos sempre privilegiaram a dança, sendo esta um bem cultural e uma atividade inerente à natureza do homem”.(BRASIL, 1997a, p.67).
Encontrar na dança este espaço com toda certeza a escola estaria no desenvolvimento da compreensão de sua capacidade de movimento, que será conseqüência do conhecimento do seu próprio corpo, fazendo com que suas ações sejam carregadas de expressão, inteligência, autonomia, responsabilidade e sensibilidade.

A DANÇA COMO EXPRESSÃO E COMUNICAÇÃO

Reconhecer os diferentes tecidos que constituem o corpo (pele, músculos, e ossos) e suas funções;
Observar e analisar as características corporais individuais: a forma, o volume, o peso;
Experimentar diferentes formas de locomoção e orientações espaciais;
Experimentar na movimentação as mudanças de velocidade;
Improvisar na dança, inventar seqüências de movimentos criando, inventando e registrando;
Selecionar e organizar movimentos, criando pequenas coreografias;

A DANÇA COMO MANIFESTAÇÃO COLETIVA

Reconhecer e identificar as qualidades individuais de movimento, aceitando o desempenho de cada um;
Improvisar e criar seqüência de movimentos coletivos;
Comunicar e se integrar por meio de gestos;
Criar movimentos em duplas (leve, pesado, rápido, lento, direto, sinuoso, alto e baixo);

A DANÇA COMO PRODUTO CULTURAL E APRECIAÇÃO ESTÉTICA

Reconhecer e distinguir as diversas modalidades de movimentos e os vários estilos de dança;
Identificar e reconhecer a dança com suas concepções nas diversas culturas, considerando as criações regionais, nacionais e internacionais;
Contextualizar a produção da dança e manifestações culturais de determinada cultura;
Pesquisar fontes de informação e comunicação (em livros, revistas, vídeos, filmes e registro);
Pesquisar grupos de danças, manifestações culturais e espetáculos em geral da realidade e de outras regiões;
Registrar as informações coletadas, organizando documentação de pesquisa e consulta.

2. PÚBLICO ALVO: ALUNOS DO 6° AO 9° ANO

3. COMO FAZER A INTRODUÇÃO DO TEMA AOS ALUNOS:

De inicio para que os alunos sintam-se à vontade com o tema será feito um aquecimento especifico com todos sentados no chão. Contando um pouco sobre a sua história de dança. O que sabe dança? Por que gosta de dança? E se não por que? Se eles conhecem verdadeiramente o sentido da dança? Sabe-se que a dança não é só para se divertir, mas também é uma forma de ensino aprendizagem, pois traz em si a diversidade de expressões, necessidades, ensejos e possibilidades de comunicação em diferentes épocas.
O professor pode sugeri que eles tragam de casa CDs de música que eles gostem.

ü Objetivo geral: Dançar.

ü Objetivo específico: Sociabilização – levar o aluno a comunicar-se e relacionar-se bem com os demais, a fim de manter uma certa harmonia, disciplina, união e interação dos grupos quando necessário em sala de aula.

ü Estratégias:
a- Aquecimento: cantar uma música com determinados gestos que envolvam interação e interdependência.
b- Parte principal: movimentar-se ao som de músicas rápidas, moderadas e lentas. No primeiro instante, o professor poderá sugerir que:
Façam os mesmos movimentos que ele e, num segundo momento, deixar que eles criem seus próprios movimentos, sempre sob a voz de comando do professor.


ü Tempo Estimado: Dois meses.

ü Material necessário:
Piso de linóleo, CDs de música e aparelho de som, filmadora ou máquina fotográfica, DVDs de dança com vários ritmos de músicas atual e antigas.

ü Desenvolvimento:

• 1ªETAPA: Organize uma área livre para dançar. Descalços e concentrados, todos devem caminhar em várias direções, ao som de uma música e mexendo o corpo de muitas maneiras. É essencial olhar nos olhos do colega enquanto andam. Quando a música cessa, as crianças também param como uma estátua, escolhendo um nível no espaço: baixo (no chão), médio (agachados) ou alto (de pé).

• 2ªETAPA: Sugeri que caminhem mexendo cabeça, membros e tronco. Formem duplas para que um pesquise o corpo do outro. Que partes se articulam? Cada um escolhe uma posição e monta uma escultura com o corpo do amigo. Peça que imaginem um fio condutor, como o de marionetes. Um dos membros da dupla puxa o fio, focando uma articulação, e o outro dança com ela. Depois se invertem os papéis. Abra para comentários perguntando se o amigo entendeu os comandos.

• 3ªETAPA: Leve a turma a observar áreas vazadas (embaixo da mesa e bambolês, por exemplo) e a criá-las no próprio corpo (pode ser fazendo um vão entre as pernas). Peça que os pequenos perfurem espaços (passem por eles) e os preencham com o corpo ou partes dele. Forme grupos para que construam esculturas, escolhendo perfurar ou preencher o espaço. Um grupo constrói a obra e outro observa e nomeia. Depois, trocam-se os papéis.

4ªETAPA: Leve vídeo de dança contemporânea (como os do Grupo Corpo) para a apreciação da sala. Questione: o que mais chamou a atenção? Quais elementos da dança foram identificados? Qual a diferença da música atual com a antiga? E as formas de dançar, mudaram ou não? Que formas se criaram com os corpos?

ü Avaliação:
Fotografe ou filme as crianças dançando e mostre a elas, pedindo que comentem a experiência. Observe se o repertório de movimento está sendo ampliado e se elas estão explorando os elementos específicos da dança.

ü CONCLUSÕES:

É de fundamental importância a busca de sua identidade através da sua corporeidade com a dança, pois faz com que resgatam sua cultura ao mesmo tempo em que absolvem as outras, sem nenhum preconceito o que lhe é necessário, para resgatar todas as perdas que tiveram ou não em suas vidas, e também para que absorvam os benefícios que eles mesmos, através de sua concepções corporais podem adquirir.
Este processo pode ser desenvolvido pela dança, pois segundo Soares (1998), dançando, qualquer pessoa pode transcender a fragmentação do seu próprio todo, disperso pelo mundo moderno a descobrir sua totalidade. A dança também é uma maneira de trabalhar o corpo do ponto de vista orgânico, funcional e psicossocial, visando as boas saúdes orgânicas, psicológicas e sociais, que desperta, estimula e desenvolva a criatividade e conseqüentemente o potencial humano, incentivando a expressão corporal, coordenação, flexibilidade, desinibição e trabalho em grupo.

FONTES:

SOARES, A. Improvisação e dança: conteúdos para a dança na Educação Física.
Florianópolis, SC, UFSC, 1998. A DANÇA DE SALÃO NO CONTEXTO ESCOLAR ASPCTOS DA PRLULAIDADE CULTURAL
OS PASSOS DA DANÇA: DOS PCNS1 À SALA DE AULA
UM ESTUDO DE CASO DA DANÇA DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DA CIDADE DE CAMPO LARGO

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